Stranger Things, a série Netflix é a mais incrível e pop do momento

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Rodrigo Costa

Por que gostamos tanto de Stranger Things? Por que é um dos assuntos pop mais quentes da atualidade? Porque nos faz lembrar de um tempo melhor em que vivemos uma infância verdadeira. Quando andávamos de bicicletas nas ruas; quando nossos amigos iam para nossa casa jogar jogos de tabuleiros; quando tínhamos clubes; e por muitos outros motivos.

A série do momento estreou no dia 15 de julho no Netflix e já se tornou um sucesso, sobretudo para aquela geração que vivenciou a infância nos anos oitenta (Eu!) Tudo era diferente. Ganhar uma bicicleta naquela época era o maior sonho de consumo de qualquer criança. Nos fazia ter independência, cruzar de um bairro a outro para encontrar pessoas ou mesmo só conhecer novos lugares. Aventurar pelo mundo. Não ficávamos colados o dia todo nas telinhas. Nem tínhamos aplicativos. Tínhamos amigos de verdade, e aqui não falo dos virtuais. Os jogos não eram eletrônicos, só no finalzinho da década que começaram a ser populares os vídeo games.

Assistíamos tv, vimos ET, Allien e outros tantos que fizeram nossa imaginação acreditar em um futuro mágico e belo, sem computação gráfica ou com quase nenhuma. Stranger Things em algumas cenas nos faz lembrar desses filmes. Que eram sucesso na época.

O figurino da série, que se passa nos anos 80, não tem a rebeldia de Madonna que tentava chamar a atenção, nem um romantismo forçado, mas se tratava de roupas usadas por pessoas comuns, usadas por mim e por você, que vivemos naqueles anos. Às vezes com uma gola ou babados das garotas certinhas, ou um topete no cabelo do carinha mais descolado da escola. Tudo pensado pelos criadores, irmãos gêmeos, os Duffer Brothers, e baseados em filmes, músicas e na própria vida daqueles anos. E por isso uma série muito rica com várias inspirações.

A trilha não podia ser mais perfeita feita por Kyle Dixon e Michael Stein, da dupla Survive que produziu faixa de abertura bem atmosférica e misteriosa e que também se repete em momentos tensos nos episódios. Podemos ouvir Should I Stay or Should I Go”, do The Clash, “Nocturnal Me”, doEcho and the Bunnymen, “Elegia”, de New Order, e “Atmosphere”, do Joy Division, passando por Bangles, Dolly Parton e “Africa”, hit do Toto. Eram as músicas que escutávamos na época!

O elenco é muito bom. Foi escolhido a dedo pelos diretores, sobretudo as crianças. Eleven, interpretada pela atriz britânica de nome Millie Brown, que é uma das personagens principais, faz expressões que dificilmente já vimos em uma criança. E além disso tem um canal no You tube que mostra seu talento com a música quando canta Amy Whinehouse ou Adele. Uma criança apaixonante.

Upside Down onde passa grande parte da trama é um mundo paralelo. Onde moram os pesadelos, as coisas ruins. O pior de nós mesmos. O mostro que habita esse lugar também foi inspirado em Alien. Uma criatura terrível capaz de entrar em nosso mundo e nos fazer sofrer ou nos fazer mal.

Aqui vai um pequeno spoler:

A série começa com quatro crianças jogando uma espécie de RPG, sucesso crescente na época. E termina com o mesmo jogo. Será que tudo que se passou não foi fruto da imaginação dessas crianças? Ou será que o mundo paralelo está tão próximo que às vezes possamos senti-lo e confundi-lo como nosso?

Uma série fantástica. Que vale a pena uma maratona para assisti-la! Enquanto esperamos ansiosos pela segunda temporada.

#poramaisb – rodrigo.poramaisb@gmail.com

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Categoria: Avesso