Liberte seus cachos; use e abuse da sua beleza

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Foto divulgação Garnier – “Fructis Cachos Poderosos”

Anna Foureaux

Ondulados, bem definidos ou crespos, cada cacho é único e por serem frágeis e ressecados eles precisam de muitos cuidados para estarem sempre bonitos. Talvez por tanto trabalho eles sejam muitas vezes negados e rejeitados. Outros problemas como a falta de profissionais e de produtos especializados ou até mesmo a ditadura da beleza também podem ser responsáveis por isso. Mas a verdade é que eles ganharam força e brilho e agora estão fazendo a cabeça da mulherada.

O Por A mais B conversou com três mulheres lindas e cacheadas que adoram suas madeixas. Elas possuem cabelos com estruturas diferentes e contam como aprenderam a valorizar e a cuidar deles. Nayara Fukuda e Arlaine Santos foram colegas de turma na faculdade, mas naquela época os cabelos eram diferentes e Fernanda Santos é prima de Arlaine.

11756614_995387163834185_66823723_nNayara, 28 anos, arquiteta, nunca alisou seus cachos, para ela um bom corte foi a libertação dos fios que viviam constantemente amarrados. Ela diz que assumí-los é assumir sua identidade, é uma aceitação. “Por muitos anos andei com ele preso. Eu neguei meu cabelo por não saber cuidar. Há uns dez anos pensei em alisar, mas desisti. Porém continuei negando os cachos porque não os explorava. Depois comecei a procurar meios para cuidar. Há três anos conheci o salão Beleza Natural, eles acertaram no corte e hoje considero 100%”.

Para os cuidados com os cabelos Nayara usa a linha de produtos Beleza Natural. Após lavá-los com shampoo e condicionador, ela utiliza creme para pentear nas pontas, amassando, isso garante com que seus cachos fiquem definidos durante todo o dia. “Mas se for para algum lugar à noite, por exemplo, eu aplico creme de pontas que recupera a aparência mais definida”.

Ela diz que a família e os amigos super aprovam seus cabelos “Ninguém me imagina de cabelo alisado. Já fui convidada a ser madrinha de casamento de um amigo e ele me fez prometer que não iria alisá-lo para o evento”.

arlaine menorArlaine, 27 anos, também arquiteta, assumiu os cachos há pouco. Depois de dez anos usando química ela resolveu deixá-los crescer de forma natural. Portanto ela está passando pela fase de transição, um momento difícil em que o cabelo fica em um mix de natural e cacheado na raíz e alisado pela química nas pontas.  Muitas meninas radicalizam neste momento e fazem o big chop: cortam os cabelos bem curtos. Arlaine resolveu, por enquanto, manter o cumprimento e ir passando pouco a pouco pela mudança. Para os cuidados diários ela usa a linha de produtos Fructis Cachos Poderosos. “Com essa linha confesso que uso dia sim e dia não”. Sobre o novo visual ela diz: “Estou gostando, os meus amigos têm aprovado e o namorado também. Muita gente questionava o porquê do alisamento.”

Ela explica: “Aos 17 anos eu cortei o cabelo chanel, e na época fui aconselhada a alisar ou fazer algo para abaixar o volume, e nesta idade ninguém quer passar vergonha. Foi aí que comecei a alisar e depois a fazer progressiva. Então após umas e outras eu acabei me tornando viciada dessas químicas.”

11733232_996248677081367_1724767893_nFernanda, 26 anos, auditora contábil, fez o big chop há 7 meses; após um ano de transição. Ela conta que seu cabelo é crespo e difícil de cuidar, por isso aos 12 anos fez sua primeira escova. “Meus cabelos podiam ficar soltos e balançar como os das demais meninas. Achei maravilhoso aquilo; me achei bonita”.

A partir daí adotou o cabelo liso: “Fazia relaxamento, mas também já fiz progressiva. As vezes meu cabelo não aguentava e quebrava, mas jamais pensei em ter cachos”. Foi então que conheceu a corrente de transição capilar e resolveu “pagar para ver”. Nesta fase usou muito coque e até colocou um aplique cacheado, e na troca deste aplique resolveu cortar o cabelo bem curtinho.

Sua maior preocupação era a aceitação no trabalho, por ser um ambiente mais convencional, mas ela não teve problema. Para os cuidados diários ela assiste muitos vídeos na internet e faz muita hidratação, mas ainda está em busca de uma linha de tratamento que seu cabelo ame.

Dica profissional:

Patricia Ferrante, cabeleireira e proprietária do Salão Beleza de Maria Coiffeur, em Botafogo, no Rio de Janeiro, tem 15 anos de experiência com o atendimento ao público com cabelos étnicos. Ela dá cinco dicas para tratá-los.

  1. Ao invés de fazer relaxamento, opte pelo amaciamento, que vai deixar os cachos mais abertos, mas vai dar movimento;
  2. Mantenha sempre um bom leave in para os cachos ficarem bem hidratados, afinal de contas, cabelos étnicos são mais secos e precisam de água;
  3. Quando for para uma festa, abuse do mouse e seque o cabelo com difusor. Assim os cachos ficarão mais definidos e o cabelo ficará com mais volume;
  4. Use sérum nas pontas do cabelo ao invés do silicone. O sérum é um óleo com muitos agentes condicionantes que trata o cabelo, como se fosse um filtro solar capilar;
  5. O cabelo étnico não deve ser lavado com shampoo todos os dias, somente duas vezes por semana, para preservar a lubrificação natural do fio. Mas o cabelo pode ser molhado diariamente para a aplicação do leave in e sérum, que precisam que as madeixas estejam umedecidas.

    Foto divulgação Garnier - “Fructis Cachos Poderosos”

    Foto divulgação Garnier – “Fructis Cachos Poderosos”

 “Mais do que uma linha de cuidados para cabelo, estamos falando de liberdade. Finalmente as mulheres que querem assumir e valorizar seus cachos, independentemente de modismos e convenções sociais, têm os produtos certos para isso”, afirma Daniela Ribeiro, diretora de criação da Publicis Rio.

Para apresentar a “Fructis Cachos Poderosos”, A Garnier lançou uma campanha criada pela Publicis Rio que traz como protagonistas a atriz Lucy Ramos; a dançarina, cantora e atriz Lellêzinha; e a modelo Marina Nery.

#poramaisb – anna.poramaisb@gmail.com

Categoria: Beleza