Alexander McQueen, por Sarah Burton, a marca do ano pelo Fashion Awards

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Por A mais B, moda: Spring summer 2017 Alexander McQueen por Sarah Burton, delicadeza, sensualidade, rocker e diva moderna na coleção da estilista, que deu à grife o prêmio de marca do ano pelo Fashion Awards (Paris, Agência Fotosite)

mcqueen_ve17_sara_post2Beth Barra

Sarah Burton perdeu para Simone Rocha o título de melhor estilista britânica, mas a designer levou o Fashion Awards pela marca inglesa Alexander McQueen. A estilista, que assumiu a direção criativa logo após a morte do genial criador da grife, em 2010, desde 1994 trabalhava com o mestre. Ela mantém sua persona discreta, mas ao desenhar o vestido de noiva de Kate Middleton, para seu casamento com o príncipe William, precisou ceder aos holofotes. A cerimônia de premiação, no Royal Albert Hall, em Londres, dia 5 de dezembro, a coloca novamente em cena – dessa vez, uma consagração ao trabalho desenvolvido nos últimos seis anos.

Três meses após a morte de McQueen Sarah Burton apresentou sua primeira coleção pela marca. Desde que assumiu o cargo, mantém algumas das concepções líricas do estilista, mas a partir de sua terceira collection, lançada em outubro de 2011, iniciou uma nova era na grife, mixando delicadeza às criações e reduzindo o sombrio e questionador que permeavam o trabalho do genial britânico – como Plato’s Atlantis (Atlântida de Platão), onde ele uniu vestuário, tecnologia e sua visão apocalíptica de um desastre ecológico.

A designer, 42 anos, não criou revoluções na marca, e seus desfiles dispensam as cenografias espetaculares e impactantes de Alexander McQueen. Ela segue, agora, sua natureza criativa e a grife, que pertence à Gucci, uma das empresas do grupo Keting, cresce em vendas e visibilidade. Possivelmente com um apelo mais comercial na passarela, mas com a chancela criativa e arrojada da marca.

mcqueen_ve17_sara_post1A primavera verão 2017 Alexander McQueen por Sarah Burton, apresentada na semana de moda parisense, traz essa delicadeza contemporânea da designer. Looks que nasceram também das inspirações que vêm de Shetland, conjunto de ilhas da Escócia. No paraíso de mar, água, fauna e flora, a designer e sua equipe fotografaram pássaros, flores e também pesquisaram os cofters e suas tradições – os pequenos agricultores que vivem no local. (Nas imagens, detalhes da primavera-verão 2017 da grife inglesa, lançamento na semana de moda de Paris – Fotosite).

Com essas referências foi desenvolvida uma coleção feminina nos tules, rendas, transparências – um efeito diáfano e etéreo, mas sem açúcar no mix com couro + aplicações, bordados metálicos. Esse rocker romântico está em vestidos longos; ora no branco; ora em negros sensuais; ora nas flores aplicadas delicadamente sobre o tecido. Xadrez tartan em ternos; listras; vestidos curtos – como o vermelho sexy, sexy, com a parte de cima trabalhada em corset e tule negro sobreposto a seda red. Nos pés, botas de cano alto repletas de spike.

O couro surge nas jaquetas e também como minicolete sobre vestidos delicados e florais ou sensuais em tule. Silhuetas românticas e esvoaçantes, transparências, fluidez e a perfeição dos babados que dão a impressão de voarem sobre a peça. Mangas bufantes ou decotes e a alfaiataria uauuu dos ternos negros. Uma alquimia entre delicadeza e poder na mistura de leather, sedas, tules, rendas. Looks que despertam desejo, aquele desejo de ser romântica e sexy; etérea e forte. Irresistível.

#poramaisb – #bethbarra
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