Ambientes da mostra que mixa clássico e contemporâneo

modernos_post1a_resta_living_cinemaPor A mais B, Modernos & Eternos: Restaurante Gomide da arquiteta Estela Netto; o espaço ‘cinema de Laura Santos e a sala assinada por Melina Mundim  (Fotos: Divulgação)

A Mostra Modernos & Eternos, que está em sua segunda edição em Belo Horizonte, termina no domingo, 2 de julho. Dessa vez, o mix de clássico e contemporâneo, conceito para ambientação dos 18 espaços, está abrigado na ampla casa do engenheiro Marco Antônio de Paula, construída no final dos anos 70, projeto arquitetônico de Marco Antônio de Pádua. Uma construção imponente e despojada privilegiando cimento, vidro e o verde do terreno no bairro Mangabeiras. Os arquitetos, paisagistas e decoradores que participam dessa edição criaram ambientações sem interferências na construção original, como troca de pisos ou reformas. Tudo é apenas montado, com itens à venda, criando as vitrines que são um passeio envolvendo também arte, memória e modernidade.

modernos_post1_melina_living1Por A mais B, Modernos & Eternos: Living da designer de interiores Melina Mundim batizou de ‘Entre Amigos’ a sala, que mescla memórias afetivas na ambientação que reúne peças contemporâneas a antigas (Divulgação)

A designer de interiores Melina Mundim, que participa pela segunda vez da Modernos & Eternos, resgatou em sua ambientação a atmosfera das tradicionais salas de estar das famílias. Seu living mescla memórias afetivas e o encontro do antigo com o contemporâneo, inserindo elementos como uma mesa de chá e uma radiola original. “Nos dias de hoje a decoração está muito monocromática. Por isso, no ambiente temos peças contemporâneas mais neutras e peças antigas são mais coloridas”, explica a profissional.

O projeto, batizado ‘Entre Amigos’, faz uma homenagem também a  a empresária Maria Helena Tozzi Henriques. “Ela me contou que as recepções, no passado, eram habituais nas residências e, por isso mesmo, a sala tinha que estar sempre arrumada, pois não havia a tecnologia de hoje e as pessoas chegavam sem aviso prévio. Era importante que tudo estivesse em ordem, bonito e florido para receber os convidados”, conta Melina Mundim. Ela optou por mobiliário que inclui uma peça com design dos anos 60 e no buffet criou um bar. A composição de cores, característica dos projetos da designer, surge em uma parede em vermelho coral, um sofá verde, uma poltrona laranja.

modernos_post2_estela_restu2Por A mais B, Modernos & Eternos: Destaque para a paisagem deslumbrante, conforto e despojamento no Resaturante Gomide da arquiteta Estela Netto (Divulgação)

O Restaurante Gomide da Modernos & Eternos foi assinado pela arquiteta Estela Netto. “O projeto para o restaurante Gomide é repleto de ambientações e materiais que convidam à fruição rica e estabelecem diálogo com o usuário. O espaço é versátil e, com muitas texturas, traz a elegância dos tons escuros e neutros, combinados ao mobiliário da Mac Móveis e peças garimpadas, além das obras de arte que inspiram a imaginação”, explica a profissional. Segundo ela, a escultórica arquitetura da casa  permitiu a criação de um ambiente que remete ao brutalismo brasileiro. O espaço, originalmente em concreto aparente, oferece um grande vão livre onde se configuram ambientes que priorizam a paisagem, o conforto e despojamento.

modernos_post3_laura_cinema3Por A mais B, Modernos & Eternos: Uma homenagem ao pai, o cineasta mineiro Geraldo Santos Pereira no espaço ‘cinema’ assinado pela designer Laura Santos, que incluiu peças originais dos anos 20 no projeto (Divulgação)

No espaço ‘cinema’ a designer de interiores Laura Santos faz uma homenagem a seu pai, o cineasta mineiro Geraldo Santos Pereira. No documentário “Eu é Geraldo”, produzido pela Café Pingado Filmes, em 2013, o público é convidado a mergulhar na história desse mineiro, nascido em 1925, que estudou cinema em Paris.

“O espaço lembra uma sala de cinema e mostra uma metáfora sobre a memória e o cinema, como foi retratado no documentário feito em homenagem ao meu pai. É bastante saudosista e, também, transporta as pessoas para um tempo que não é o delas”, relata Laura. Diversos elementos contribuem para esta viagem no tempo e no universo da sétima arte. Além do projetor, obras de arte, cadeiras de originais CIMO, uma poltrona vintage, quadros com fotos de álbum pessoal – que contam a história de Geraldo em sua passagem por Paris e objetos que remetem à carreira do cineasta.

Nessa viagem, surge a cortina em veludo vermelho, além de algumas relíquias. A principal delas é o lambe-lambe vermelho, peça original dos anos 20, que representa o processo de hibridização entre o cinema e a fotografia. “No ambiente tem também objetos do barroco mineiro e peças de barro trazidas do Vale do Jequitinhonha, quando ele filmou ‘Grande Sertão Veredas’, da obra de Guimarães Rosa e outras obras de artistas mineiros diversos. É um espaço que remete ao antigo com uma releitura contemporânea”, descreve a designer, que desenhou uma cristaleira especialmente para o projeto.

 

Modernos & Eternos – Até 2 de julho, na Rua Sebastião Dayrell de Lima, 80, (Antigo Clube dos Caçadores), bairro Mangabeiras. De terça-feira à sexta-feira, das 16 às 22 horas; sábado das 13 às 22 horas; domingo das 13 às 19horas.

 

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