Arquitetas festejam na Casa Cor os 5 anos da CLS; quatro profissionais, uma assinatura

Por A mais B, entrevista: Kívia, Graziela, Erika e Zuleica fundaram a CLS há cinco anos, as arquitetas assinam em conjunto todos os projetos e participam pela quarta vez da Casa Cor Minas (Divulgação)

Beth Barra

Quatro arquitetas e uma única assinatura. Kívia Costa, Graziela Costa, Zuleica Lombardi e Érika Steckelberg comemoram em 2016 os cinco anos de fundação da CLS e foram festejar na 22ª edição da Casa Cor Minas (*). Elas assinam os espaços Estar com Jantar e Piscina e trabalharam o tema ‘a arte de promover encontros’ – “Nossa intenção era integrar esses ambientes, como se fossem um só. Estamos vivendo uma era de pessoas conectadas virtualmente, onde cada um se encontra estando sozinho”, explicam na entrevista ao Por A mais B. É a quarta participação delas no evento e para o clima intimista buscaram a parceria da professora de gastronomia Rosilene Campolina. Daí a minijabuticabeira, que remete à tradição de colheita e degustação entra a família e amigos, com mimo  para os visitantes – a bala preparada pela chef com a fruta, com direito à receita.

Um layout mais “orgânico e interligado” permeia o projeto, que recebeu um teto que favorece a iluminação solar, com as divisões dos ambientes estar e jantar feitas com tapetes em tons claros. O foco das arquitetas foi criar um espaço sofisticado, mas com uma atmosfera de acolhimento. O maior desafio de trabalhar conjuntamente um projeto é saber escutar e receber críticas, dizem as arquitetas, enquanto as delícias desse convívio passam pela cumplicidade. “É sempre bom ter companhia no escritório, as risadas, os casos diários, dividir as tristezas e multiplicar as alegrias”.

No projeto da Casa Cor Minas 2016 a sala de jantar é um prolongamento da de estar, que recebeu poltronas brancas com estrutura em madeira, luminária preta e do lado oposto um sofá da Soane de design curvo, em verde musgo, uma das grandes apostas do projeto, com a tela abstrata e multicolorida Singularização do Ser, da artista carioca Maria Lynch. Os ambientes, interligados, ampliam os dois espaços, favorecem a circulação e proximidade das pessoas e tem outra peça em destaque – a Mesa Mineira assinada pela designer Etel Carmorna.

 

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Quarteto regido pela harmonia e criatividade

Kívia Costa nasceu em São João Del Rei, Minas Gerais, estudou Arquitetura na PUC-MG, e se especializou em Arquitetura Hospitalar

Graziela Costa é de Coromandel, Minas Gerais, fez arquitetura na Faculdade Izabela Hendrix e especializou-se em Gestão de Negócios e Finanças pelo IBMEC

Érika Steckelberg, nasceu em Teófilo Otoni, Minas Gerais, estudou Arquitetura na Faculdade Izabela Hendrix e se especializou em Gestão Ambiental

Zuleica Lombardi fica no escritório de São João Del Rei, sua terra natal; graduou-se pela Izabela Hendrix e tem especialização em Patrimônio Histórico

 

Vocês criaram a CLS há cinco anos. Como foi esse encontro de quatro arquitetas? São contemporâneas de curso?
Anteriormente, a Kivia e a Zuleica já trabalhavam juntas em São João Del Rei. Nós quatro não nos conhecíamos anteriormente, e não somos contemporâneas no curso de Arquitetura. Foi mesmo por armação do destino nos encontrarmos com os mesmos desejos e objetivos.

Os projetos são sempre trabalhados em conjunto?
Nossos projetos são sempre trabalhados por nós quatro. Mesmo quando temos um trabalho criado com perfeição, todas somos convocadas a dar sugestões. Isso faz com que todas as dúvidas e possibilidades sejam estudadas e o trabalho final fique melhor.

Quais os desafios e as delícias dessa parceria entre quatro profissionais?
O maior desafio é saber escutar o outro, saber receber uma crítica. O que para nós faz parte do cotidiano, pois nosso maior crítico é o cliente e é ele que importa na realidade. Então, como nos criticamos no processo de criação, na hora da apresentação o projeto foi bastante estudado em todas as suas possibilidades. A maior delícia é a convivência. É sempre bom ter companhia no escritório, as risadas, os casos diários, dividir as tristezas e multiplicar as alegrias.

Projetos arquitetônicos, urbanísticos, de interiores; residenciais, corporativos e comerciais. Alguma preferência entre vocês por um dos segmentos?
Não temos preferências. Estamos sempre nos aprimorando e aprendendo com os clientes e suas necessidades. Gostamos muito de desafios! Então quando temos um projeto mais desafiador nos unimos para criá-lo.

Apartamentos compactos, como trabalham esses projetos?
Temos um carinho especial por apartamentos compactos. Temos como objetivo dar a sensação de um espaço maior e acolhedor. Sempre comparamos os compactos com os lofts das grandes cidades americanas e europeias e assim embutimos o charme necessário na criação e organização destes espaços.

Ambientes residenciais em tons neutros e projetos requintados é uma vocação da CLS?
De maneira nenhuma! Tons neutros são lindos e quase sempre harmonizam com qualquer ambiente. Mas a CLS ama as cores! Percebe-se isso nas mostras em que participamos. Usamos da cor sem medo e a utilizamos de acordo com os gostos e personalidade de nossos clientes.

É a quarta participação da Casa Cor Minas – 2008, 2012, 2013 (Prêmio de Design do júri popular pela Sala de Música). Para a edição 2016 como foi o desenvolvimento da temática ‘a arte de promover encontros’?
A arte de promover encontros nasceu na concepção do espaço, que comporta uma sala de estar e jantar. Nossa intenção era integrar esses ambientes, como se fossem um só. Estamos vivendo uma era de pessoas conectadas virtualmente, onde cada um se encontra estando “sozinho”. Por isso criamos um espaço em que as pessoas estariam em contato direto com as outras, para isso utilizamos um layout mais orgânico e interligado.

cls_arquitetura_detalheA jabuticabeira foi um elemento surpresa na ambientação, com a participação de Rosilene Campolina. Tem até receita de bala de jabuticaba. Como foi a parceria com a chef?
Conhecemos o trabalho da Rosilene por intermédio de uma amiga, e a convidamos para desenvolver uma receita exclusiva, com o objetivo de tornar a jabuticaba mais acessível ao público da Casa Cor. Assim surgiu a receita das saborosas balas, feitas da fruta, e distribuídas às pessoas que visitam nosso espaço.

A sala de jantar tem uma tela abstrata. Quem assina a pintura?
Esta é uma pintura muito colorida da artista Maria Lynch, carioca que vive e tabalha no Rio de Janeiro. O nome da obra é “Singularização do Ser”, de 2015.

Qual o tempo entre a definição dos temas do ambientes e a finalização do projeto?
No momento da criação somos como artistas, só paramos quando estamos completamente satisfeitas com o resultado final. Não pensamos muito no tempo, pensamos mais na criação do todo de uma forma harmônica e funcional. Precisamos da nossa satisfação final, então o trabalho só acaba quando todos os tecidos estão escolhidos e a imagem final satisfatória para todas.

Escritórios em BH e São João; como é essa divisão?
Em Belo Horizonte estamos Érika, Kivia e Graziela. Em São João Del Rei apenas a Zuleica. Dividimos os projetos de acordo com a necessidade da Zuleica, ou com a vontade do cliente. Estamos sempre dispostas a ir até São João Del Rei, e a Zuleica também sempre disposta a vir até BH. E temos recursos muito úteis na internet, como Skype, Whatapp e Facetime que nos ajuda a nos conectar e também nos conectar com os clientes.

(*) Casa Cor Minas Gerais 2016, BH – Até 04 de outubro. Onde: Alameda das Latânias, 30, bairro São Luiz, Pampulha. Visitação: domingo, de 13 às 19 horas; sábado de 13 às 22 horas, terça, quarta, quinta e sexta, de 13 às 22 horas. Ingressos: de R$ 40,00 a R$ 50,00

 

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