Divando Jayne Mansfield, celebrizada pelo sex appeal; loira e bela; poliglota e culta

Por A mais B: Divando Jayne Mansfield, a atriz que Hollywood transformou em sex symbol, e soube explorar sua beleza, fez 29 filmes e além dos cabelos loiros e corpo escultural, falava quatro línguas, tocava violino e seu QI acima de 160 tornou-se lendário (Foto – site doctormacro)

Beth Barra

Jayne Mansfield é a estrela do divando do Por A mais B. Ela nasceu Vera Jayne Palmer e adotou o sobrenome do primeiro marido no início da carreira, que começou antes do cinema, como modelo. Entre os anos 50 e 60 brilhou na telona como uma das mais sensuais estrelas da época. Apesar do talento, a atriz, que morreu em 29 de junho de 1967, quase sempre foi escalada para papéis que privilegiavam seus 102 centímetros de busto, curvas generosas, boca carnuda e os cabelos loiros, pintados para a criação da imagem de bombshell pelos estúdios. Ela admirava Marilyn Monroe, e surgiu como uma espécie de cópia dela – assumia nas entrevistas o papel de blond tolinha, sempre simpática, disponível e exuberante. Mas soube aproveitar cada chance, mesmo com o selinho de símbolo sexual fixado pelo cinema norte-americano, que buscava uma pin up, e as várias comédias e musicais, que não exigiam interpretações densas. Tanto que ganhou um Globo de Ouro por The Girl Can’t Help It (1956), de Frank Tashlin.

divando_jayne_mansfield_post3aQuando morreu, Jayne Mansfield já não surgia com frequência nos letreiros dos filmes, que somam 29 títulos, incluindo o polêmico Promises! Promises! de 1963, onde aparece nua vivendo Sandy Brooks. Apesar do escândalo de surgir belíssima e sem roupa na telona, em três cenas, que se repetiam como em um sonho, ou de topless, o filme, mediano e de baixo orçamento, não alavancou sua carreira em declínio.

Fica a imagem da bombshell com taileurs modelando as formas, saias-lápis justas e o andar provocante. E também da mãe que tinha um amor imenso pelos cinco filhos e os levava sempre com ela. Apesar disso, pouco antes de sua morte, a primogênita Jayne Marie acusou seu então namorado Sam Brody de espancá-la. A atriz perdeu a guarda pouco antes do acidente de carro, onde estavam três de suas crianças – que saíram ilesas. (Na foto, em cena de The Girl Can’t Help It, de 1956, que lhe valeu um Globo de Ouro).

Ousada e provocante nos decotes, Jayne Mansfield, nascida em 19 de abril de 1933, na Pensilvânia, filha de um advogado, perdeu o pai aos três anos, também em um acidente de carro. Ela continuou vivendo com a mãe, que se casou novamente, frequentou a universidade, teve aulas de violino na adolescência e apareceu na Plyboy, pela primeira vez, em 1955; E vestida. Um ano antes, participou de uma campanha para a General Eletric, ao lado de outras beldades de maiô. Foi cortada do comercial por ser considerada sexy demais para os padrões da época.

A bela atriz teve cinco filhos – a primogênita Jayne Marie Mansfield, do casamento com Paul Mansfield, em 1950, aos 16 anos de idade. Em seu segundo casamento com Mickey Hargitay, ator, fisiculturista e Mister Universo, teve Miklós Jeffrey Palmer, Zoltán Anthony e a caçula Mariska Hargitay – a Olivia Benson, de Law & Orders, linda, discreta e com o andar ondulante da mãe. Tony Cimber, o caçula, é da união com Matt Cimber.

Nem santa, nem assim tão devassa, porem uma ambição loira disposta a seduzir o público pela beleza e atrair a crítica pelo talento. A atriz sabia usar sua imagem para apaixonar o público e suas fotos de biquíni revelam o corpo curvilíneo, mas sem medidas a mais. Os closes exloravam a boca carnuda, o olhar sensual, as sobrancelhas arqueadas – um rosto belo, mas sem a angelitude das namoradinhas da América. Mesmo com o declínio na carreira, soube administrar seu dinheiro – e antes da fama, já tinha recebido heranças dos avós. Em Hollywood, seu primeiro papel foi em Taverna Maldita, de Jack Webb, estrelado por Jack Webb e Janet Leigh, em 1955. Uma participação na história de trama policial, que teve uma indicação aos Oscar de Melhor Coadjuvante para Peggy Lee e abriu lhe abriu as portas do cinema .

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Por A mais B: Divando Jayne Mansfield -“Eu nunca vou me satisfazer, a vida é sempre uma busca constante para melhorarmos”

De loura burra, a estonteante Jayne só tinha o status que cabia em Hollywood: era fluente em francês, espanhol, alemão e italiano, além de ter recebido uma educação privilegiada, com aulas de música e arte e corre célebre a pontuação acima de 160 de seu QI. Mesmo com a curta carreira e a morte prematura, tornou-se uma diva da telona, e seu sexy appeal inspirou estilistas e criadores de moda. John Galliano, ex-enfant terrible da moda francesa, demitido da Dior em 2010, após as acusações de antisemitismo, pontuava suas criações para a maison com o clima mítico das estrelas dos anos 40/50 em make, cabelos, no farfalhar de sedas e nos decotes. A imagem da sexy Mansfield, e de outras belas, como Veronica Lake, costumavam surgir em modelos sensuais e classudos e no blond das madeixas das tops.

 

QUATRO TÍTULOS DA DIVA

♥ Trágica Fatalidade (Illegal), drama noir de 1955, direção de Lewis Allen, com Edward G. Robinson e Nina Foch liderando o elenco

♥ Sabes o Que Quero (The Girl Can’t Help It), comédia musical de 1956, direção de Frank Tashlin, com Tom Ewell

♥ Em Busca de um Homem (Will Success Spoil Rock Hunter?), comédia de 1957, direção de Frank Tashlin, com Tony Randal

♥ O beijo de Despedida (Kiss Them for Me), comédia romântica de 1957, com Cary Grant, direção de Stanley Donen, com Cary Grant

 

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