Divando Natalie Wood, atriz de filmes memoráveis e a morte trágica aos 43 anos

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Por A mais B, divando: Natalie Wood estreou no cinema aos quatro anos; seu talento e beleza lhe deram grandes papéis e sua morte por afogamento, aos 43 anos, em 1981, continua um mistério (Foto: doctormacro)

natalie_post_wood1Beth Barra

Com 8 anos de idade, Natalie Wood contracenou com Orson Welles e Claudette Colbert em O Amanhã é Eterno (Tomorrow Is Forever, 1946). A pequena participação no longa de Irving Pichel, como Margareth, filha adotiva do personagem do ator e diretor, que viu o pai e a mãe serem assassinados, nesse drama meio esquecido, mas grandioso, se tornaria um prenúncio de seu talento. Quando fez Juventude Transviada (Nicholas Ray, 1955) com James Dean e Sal Mineo, ganhou sua primeira indicação ao Oscar aos 17, vivendo Judy. A atriz, filha de russos emigrados, nasceu na Calif´rrnia em 20 de julho de 1938, e até sua ainda misteriosa morte por afogamento, em 29 de novembro de 1981, atuou em grandes produções. Com Clamor do Sexo, título em português de Splendor in the Grass (1961), veio a segunda indicação à estatueta. (Na imagem, Natalie, a garotinha atriz em O Amanhã é Eterno – reprodução)

Nessa obra-prima de Elia Kazan – do roteiro de William Inge à trilha jazzística – Natalie Wood, atriz do divando do Por A mais B, tem um dos mais intensos desempenhos de sua carreira. Um filme delicado, perturbador e incomodo que reflete sobre o moralismo dos pais, seu poder sobre os filhos, sexualidade, desejo e sonhos perdidos. Protagonizado por ela e Warren Beatty, o filme, ainda hoje, nos leva ao ‘você é feliz?’, que os antigos namorados se fazem e respondem no final melancólico e dúbio.

Mesmo com interpretações sublimes, e uma terceira indicação ao Oscar, em 1963, por O preço de um Prazer, de Robert Mulligan, a atriz nunca ganhou uma estatueta da Academia de Hollywood. Ao longo da carreira, seu talento foi muitas vezes desprezado pela crítica – mas sua beleza e os muitos filmes de sucesso tornaram Natalie Wood um dos nomes mais importantes de sua geração.

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Por A mais B, divando: Em cenas de Juventude Transviada, com James Dean, e com Warren Beatty em Clamor do Sexo (1961), obras-primas que lhe renderam as duas primeiras indicações ao Oscar (Reproduções)

Natalia Nikolaevna Zakharenko estreou nas telas aos quatro anos em Happy Land (1943) e sua família mudou-se para Los Angeles. Os pais sonhavam com uma carreira e fama para a filha e a partir de 1947, quando Miracle on 34th Street, ela definitivamente passou a ser parte do mundo do cinema. Uma trajetória de 56 trabalhos, incluindo produções para a televisão e uma vida pessoal tumultuada. O primeiro e o último casamento foram com Robert Wagner, com quem Courtney, sua segunda filha. Entre os dois matrimônios, a relação com Richard Gregson, que durou de 1969 a 1972, quando nasceu Natasha.

Em 1966, após as filmagens de This Property Is Condemned (Essa Mulher é Proibida, de Sydney Pollack), Natalie Wood afastou-se do cinema por quase três anos, retornando em Bob e Carol, Ted e Alice” (1969), de Paul Mazursky. Em 1972, reatou com Robert Wagner e ficaram casados até sua morte, em 1981. Um relacionamento, pelo menos no final, tenso, que ganhou os holofotes quando seu corpo foi encontrado no mar.

Ela e o marido, com o amigo e ator Christopher Walken, estavam velejando ao largo de Santa Catalina Island. A morte por afogamento nunca foi explicada e permanece um mistério – o que ainda circula é que o casal teria discutido e bebido demais com Natalie Wood caindo na água quando tentava alcançar um bote. Ela estava com 43 anos de idade e no livro escrito por Lana Wood, sua irmã, surge como uma pessoa insegura e infeliz.

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Por A mais B, divando: Natalie Wood, filmes memoráveis, morte misteriosa - 20/06/1938 - 29/11/181 (Fotos: reproduções)
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