Do joãozinho aos fios despojados; pixie curts são queridinhos do verão 2017

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Por A mais B, beleza: Dois pixie curts na passarela do SPFWn42; franja em edição despojada ou lisa e levemente assimétrica (SPFWn42, Fotosite)

cabelos_curtos_post3Beth Barra

Mulheres de cabelos curtos parecem exercer um fascínio pela ousadia, inquietação e curiosidade que despertam. Cortar as madeixas ainda provoca estranheza e encantamento, institui uma nova feminilidade; sutil, doce, misteriosa ou sexy. Não à toa, atrizes que andam surgindo com estilos Joãozinho, pixie curt, com franja, sem franja, fios iluminados por luzes ou escuros são copiadas e celebradas. Nas passarelas, comprimentos curtíssimos, médios e acima dos ombros, ultralisos em um chanel que remete ao Japão, cacheados, volumosos, deliciosamente desarrumados, alinhados com gel, pomadas e finalizadores.

Desde a temporada de abril, no SPFWn41, eles continuam renovando o visual de várias tops, especialmente com o sucesso de Ari Westphal – a modelo capixaba surgiu na passarela da penúltima edição com seus cachos naturais e foi o rosto da temporada. Na cena das estrelas nacionais, Maria Flor, Cláudia Abreu e Isabella Santoni despontam como os looks mais celebrados dessa fase nucas à vista. (Nas imagens, Maria Flor, Cláudia Abreu em cena de A Lei do Amor e Isabelli Santoni, que teve os fios ainda mais repicados para viver a personagem da novela – fotos reproduções).

 

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Por A mais B, beleza: O ‘joãozinho’ autêntico das tops na passarela do SPFWn42 e os cachos sensação de Ari Westphal na edição de abril do evento paulistano (Fotosite)

“O pixie curt está desconstruindo a ideia dos longos”, diz a Rosângela Rocha, hair stylist do Maison Rocha, de BH. A expert dá algumas dicas para quem pretende aderir aos curtinhos, mas ainda sem grandes ousadias – “a franja é o truque para não deixar o visual tão radical. Ela irá garantir uma feminilidade a mais no look”. O ar deliciosamente bagunçado de alguns cortes requer uso de pomada ou cera. “São produtos que ajudam a garantir o ar despojado do corte”,  observa a expert.

 

♥”Rosto redondo fica legal com o pixie em camadas; franja na diagonal e desfiada”

♥”Para rostos quadrados, o comprimento maior é o mais indicado. A franja pode ser de comprimento médio ou curtinha assimétrica”

 

Linda, sensuais e com nucas à vista

O ‘joãozinho’ de décadas passadas, o curtinho radical, que pode dispensar até a franja, com os fios bem rentes, é o boyish do século 21. Muito antes dessa trend ‘pixie cur’t – que inclui um ar moderno e sexy – belas e famosas tosaram suas madeixas. Musas da passarela dos anos 90, como a camaleônica Linda Evangelista, que adotou diferentes volumes, comprimentos, texturas e cores em seus cortes. A atriz Sharon Stone e seu blond luminoso sempre surgiu linda de fios curtos e assimétricos.

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Por A mais B, beleza: A camaleônica top Linda Evangelista; ícone de beleza plena e seus ‘curtinhos’ dos anos 90 (Reproduções)

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Por A mais B, beleza: Sharon Stone, sexy com os fios curtos e seu blond iluminado (Reprodução)

 

A Princesa e o Plebeu – Musas do cinema subiram a temperatura das telas quando surgiram com cabelos curtos na década de cinquenta. Audrey Hepburn, ícone de elegância, usou franjinha e tosou os cabelos em A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, de William Wyler) para viver sua história de amor na telona com Gregory Peck. Com o filme, lançado em abril de 1953 no Brasil, assim como nos Estados Unidos, o pixie curt , como foi batizado hoje,  foi celebrado e copiado pela graça da atriz belga.

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Musa – Jean Seberg, a linda americana, que em 1957 deixou Paris, onde sempre viveu, para ganhar o papel de protagonista em “Joana D’Arc”, de Otto Preminger, em Hollywood, foi a musa de expressão meiga do corte ‘joãozinho’. Seu cabelo realçando os traços delicados ficou no imaginário coletivo. Ela nunca foi considerada uma grande intérprete, mas fez dois longas memoráveis que a tornaram um mito: “Bom Dia, Tristeza (Bonjour Tristesse, 1958, de Otto Preminger) e “Acossado (À Boute de Souffle, 1960, de Jean-Luc Godard). Mas sabia ser sensual ou simplesmente bela de acordo com o papel, sempre de madeixas curtas; uma carreira com 20 filmes e uma vida curta – morreu em 1979, antes de completar 41 anos.

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Twiggy – A britânica Lesley Lawson, que ganhou o mundo como Twiggy, foi musa das passarelas e uma das tops mais fotografadas dos anos 60. Magrinha, cabelo loiro, curto e liso, fios brilhantes, olhos grandes + camadas e camadas de rímel + cílios postiços a transformaram em uma das primeiras supermodels do mundo e seu corte de cabelo e make se tornaram febre. Ela abandonou a carreira em 1971, dedicou-se à música e fez cinema – levou um Globo de Ouro em sua estreia na comédia musical The Boy Friend, de Ken Russell. Hoje com os cabelos na altura dos ombros,  assina uma linha de roupas em parceria com a Marks and Spencer, uma das grandes redes de varejo da Inglaterra.

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