Espelho meu, quantas outras centenas de mulheres sofrem com olheiras tão profundas?

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Por A mais B, beleza: Doutora Andrea Dorofeeff: “O diagnóstico indica as causas, que incluem fatores genéticos, a partir dele surgem as opções mais indicadas para cada pessoa”

Beth Barra

Elas dormem e acordam com você. Inimiga aparentemente implacável, pode resistir às promessas dos cremes de suavizar, clarear e iluminar o olhar. Espelho meu (ou luminosa Charlize Teron, a rainha linda e poderosa de Branca de Neve e o Caçador), quantas outras centenas de mulheres sofrem com olheiras tão profundas? Não há pesquisas indicando estatisticamente as vítimas no planeta, e a cirurgiã plástica Andrea Dorofeeff, consultora do #poramaisb, entra como ‘fada madrinha’ (sem varinha, com conhecimento, perícia, tecnologia) dessa história, ao explicar que os tratamentos podem ser eficientes e minimamente invasivos. “O diagnóstico indica as causas, que incluem fatores genéticos, a partir dele surgem as opções mais indicadas para cada pessoa”, diz. Ela respondeu a oito perguntas sobre essa invasora da beleza e o arsenal de combate disponível para desaparecer com os tons arroxeados ou castanhos nas pálpebras. Corretivo bem aplicado (na cor e textura perfeitos para cada pele), primer e base criam o efeito Cinderela moderna, assim como poderosos óculos escuros durante o dia. São combos emergenciais, após uma noite de balada e pouco sono. Mas doutora Andréa avisa que não existe milagre – “a pele que cobre a área dos olhos é delicadíssima, as opções de tratamento variam de acordo com a origem da olheira e o estilo de vida também influencia no resultado a longo prazo”. A boa notícia: as novas tecnologias tornam mais eficientes os tratamentos para exterminar as manchas e clarear essa área, reduzindo, também, a aparência de cansaço e o inchaço.

Quais as causas mais comuns das olheiras?
São três as mais comuns e pode existir combinação de fatores. O diagnóstico envolve também idade, estilo de vida, etnia, condições da pele e de saúde. O primeiro é a vascularização da área dos olhos, os chamados vasinhos, origem que pode estar associada à herança genética. Nesse caso, o plexo venoso, que é responsável pela drenagem ou retorno sangüíneo, pode ser maior (possuir uma rede maior de veias) ou pode ter um funcionamento mais lento, levando a uma congestão no local, o que produz edema (inchaço) e manchas arroxeadas, que podem ser percebidas pela transparência da pele, muito fina nessa região. Outro fator surge como consequência desse primeiro, pois o fluxo mais lento do sangue na região, com o tempo e a exposição à luz solar, leva os pigmentos do próprio sangue, ali acumulados, a manchar a pele. A terceira causa está ligada à idade – algumas pessoas reabsorvem parte da gordura que sustenta o globo ocular, resultando no encavamento dos olhos. Eles ficam fundos, dando a impressão de sombra escura nas pálpebras inferiores, este quadro pode ainda estar associado aos anteriores, o que agrava o problema.

Os tons das olheiras – arroxeados, castanhos – têm origens diferentes?
Quando ligadas à vascularização na região dos olhos tendem a ser arroxeadas; ao excesso de pigmentos depositados ali são acastanhadas.

Como é o procedimento com Luz Intensa Pulsada?
A Luz Intensa Pulsada (aparelho que não é um laser, mas que utiliza a luz como forma de tratamento), geralmente é realizada com um mínimo de 8 sessões, destruindo alguns vasos, reduzindo a pigmentação e com efeito clareador. Simples, rápido, indolor. Mas existe a possibilidade de revascularização, com o retorno dos vasos arroxeados, o que exige novo procedimento. Em pessoas jovens e de pele clarinha pode ser definitivo. A vantagem da Luz Intensa Pulsada é que pode tratar ao mesmo tempo os vasos e as manchas já estabelecidas na região.

Tratamento a laser
Os lasers têm ações mais específicas para resolver um determinado problema da pele. O laser para tratamento de vasos atinge-os diretamente, destruindo-os, mas não clareia as manchas existentes, ou a redução é mínima. Para eliminar as manchas, pode ser usado o Laser Nd-YAG Spectra, indicado para clareamento, não só de olheiras, mas de manchas na face. No caso das olheiras provocadas por congestão venosa na região, primeiro deve ser aplicado o laser para destruir os vasos, como a ponteira LVA da plataforma E-max. O tratamento com o Spectra deve ser feito depois, não ao mesmo tempo.

 Explique a técnica de enxerto, quando as olheiras são causadas pela idade e reabsorção da gordura que sustenta o globo ocular?
Existe o enxerto autólogo, quando se usa gordura do próprio paciente, retirada de alguma área, costuma ser definitivo e é minimamente invasivo. Mas o organismo tende a reabsorver 50% do tecido (ou gordura) injetado, sendo preciso repetir o procedimento. Outra opção é o enxerto heterólogo – quando se usa alguma substância ou material que não pertence ao organismo da pessoa. O mais indicado atualmente é o ácido hialurônico, que atrai as moléculas de água, criando volume para preencher as depressões. Deve ser repetido anualmente. A vantagem é ser simples e rápido.

E quando, além de olheiras, há inchaço nas pálpebras inferiores?
Para o edema nos olhos a recomendação é a drenagem linfática, específica para a região, preferencialmente manual, o que é feito por um massoterapeuta, além de compressas geladas.

O que são substâncias despigmentantes e clareadoras?
Substâncias que vão agir na derme, reduzindo a produção de melanina, clareando a pele já manchada e prevenindo a formação de novas manchas. Há vários produtos com funções diferentes, por isso as fórmulas manipuladas podem ser mais eficazes, quando prescritas pelo médico com o auxílio do farmacêutico para dosagem dos ativos. Vale lembrar que limpar, tonificar, hidratar a pele da face e da região dos olhos deve ser um ritual. Assim como aplicar protetor solar, específico para o rosto (mais suave) nas pálpebras, sem atingir os olhos.

 Fumo, álcool, café, cansaço, stress – tudo junto e misturado aumenta o problema?
O fumo prejudica a irrigação sanguínea, levando à baixa nutrição e ao ressecamento da pele, que perde a vitalidade, acentuando o envelhecimento cutâneo. A região dos olhos, mais delicada, sofre ainda mais os efeitos, evidenciando as olheiras. O álcool em excesso aumenta os edemas e as bolsas nas pálpebras. Já o café pode atrapalhar a qualidade do sono, alterando a aparência da pele. O cansaço altera toda a expressão facial e geralmente é acompanhado de uma perda do tônus muscular, dando a impressão de queda das estruturas faciais. Stress e insônia provocam também a liberação de mineralocorticóides pelo organismo, aumentando os edemas ou inchaço das pálpebras inferiores.

 

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Após uma noite de baladinha, corretivo e bom humor

Limpeza, hidratação e filtro solar. Na necessaire, cremes leves e um corretivo para emergências – “uso quando as olheiras surgem, após uma baladinha, ou se durmo pouco”, explica Aline Emanuelle de Castro Coelho, 25 anos. Com uma pele sedosa e livre do ritual diário de disfarçar manchas sombreando o olhar, a moça de olhos grandes e expressivos faz a lição de casa. Adotou cremes preventivos indicados para sua idade, não dorme com maquiagem e usa demaquilante antes do sabonete líquido, se o make incluiu base e muitas camadas de rímel. Por força do ofício – Aline trabalha também com dermocosméticos em uma rede drogstore – ela opta por make levinho e discreto no day by day. A rotina de limpeza e cuidados é o mais importante: “uso sabonete líquido suave, um produto esfoliante semanalmente, hidratante com vitamina C para o rosto e um creme para a área dos olhos”, explica. Disciplinada,  nunca esquece de aplicar o filtro solar e conhece as formulações e eficácia dos potinhos e bisnagas. “Cada creme tem funções e ações específicas, mas não existe fórmula milagrosa”. Na sequência, os clicks do #poramaisb com a Aline de Castro – a moça de bem com a vida, dona de uma pele iluminada e protegida.

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