Judy Garland, voz belíssima, atuações memoráveis, amores e muita solidão

Por A mais B, divando Judy Garland: atriz ganhou um Oscar aos 17 anos por O Mágico de Oz; teve uma atuação inesquecível em Nasce uma Estrela, mas os estúdios a comparavam às deusas glamourosas da época (Foto: site/doctor macro)

Divando Interno 1 Judy GarlandBeth Barra

Aos 16 anos ela foi capturada por um tornado e arrastada a uma terra de fantasia, onde habitavam espantalhos falantes, bruxas e leões covardes. Dorothy Gale buscava o caminho para casa em O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, de George Cukor), filme que deu a Judy Garland um Oscar aos 17 anos de idade.  Por vários anos, continuaria a brilhar na MGM, em longas como o memorável Nasce uma Estrela, que valeu nova indicação à estaueta. Mas apesar das biheterias, e do sucesso de crítica, era hostilizada pelos magnatas dos estúdios: não tinha a beleza e o glamour das divas da época. Longe dos sets, sua vida sentimental era um turbilhão, com cinco casamentos – um deles com Vincent Minelli, com quem teria Liza Minelli (fotos ao lado), a filha que se tornaria também uma estrela e cantora. Por A mais celebra, a atriz, que nasceu em 10 de junho de 1922, em Grand Rapids, Minnesota, interior dos Estados Unidos.

Uma vida curta e noites longas regadas a barbitúricos e solidão. Judy Garland morreu aos 47 anos de idade, em 22 de junho de 1969, em Londres. Longe do cinema, ela investiu na carreira de cantora e realizava shows na Inglaterra e nos EUA. A última apresentação foi no ano de sua morte, quando já estava doente. Mesmo fora da telona,  a atriz de Nasce uma Estrela, filme que lhe rendeu um Globo de Ouro e a indicação ao Oscar, continuava no coração dos fãs. Na cerimônia do funeral, em Nova York, mais de 20 mil pessoas foram render homenagens à Judy Garland. Quando morreu a atriz  enfrentava problemas financeiros, usava cada vez mais remédios para dormir e foi vítima de uma overdose de medicamentos.

 

Com pouco mais de dois anos de idade ela já subia aos palcos do pequeno teatro dos pais, juntamente com suas irmãs Mary Jane e Dorothy Virginia. Elas apresentavam Jingle Bells nas festas de Natal e, mesmo criança, Judy Garland se destacava pela voz afinada. Mais tarde, o trio formou o grupo musical The Sisters Gumm, viajando pelo interior dos EUA nos circuitos vaudeville. As meninas foram aconselhadas a trocar o nome para Garland Sisters e a estrela principal adotou o pseudônimo artístico que a acompanhou o resto da vida, deixando para trás Frances Ethel Gumm.

 

Nasce uma Estrela

Em 1954 o diretor George Cukor lançava Nasce uma Estrela (A Star is born), filme que mais de 50 anos depois entraria para a lista dos 25 maiores musicais norte-americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute, e divulgada em 2006. O longa celebrizou Judy Garland como Esther Blodgett, que troca seu nome para Vicki Lester ao conseguir um papel no cinema.

A atuação inesquecível da atriz lhe rendeu um Globo de Ouro e a indicação ao Oscar, que perdeu para Grace Kelly por Amar é Sofrer – competindo com Audrey Hepburn (Sabrina), Jane Wyman (Sublime Obsessão) e Dorothy Dandridge (Carmen Jones).

A história da jovem cantora e música,  que vai do anonimato ao sucesso,  é a refilmagem de um clássico de 1937, dirigido por  William Wellman. Mas o remake, no caso, é tão brilhante como o original, especialmente pelos números musicais de Judy e sua química com James Mason. O ator inglês faz o marido alcoólatra, afastado do cinema pela bebida, que ajudou a mulher a brilhar na telona. Uma história dramática envolvendo um amor conturbardo e final nada feliz.

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Por A mais B: divando a atriz Judy Garland (10/06/1922 - 22/06/1969) (Fotos:site/doctor macro)
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