Ronaldo Fraga participa com coleção e mostra da BienalSur

000bienalsur_ronaldo_fraga_post1Por A mais B: Croquis da coleção criada por Ronaldo Fraga para a BienalSur, que será lançada dia 2, em Buenos Aires, com desfile performance e abertura da exposição do estilista mineira batizada Gênesis – Cultura sem Fronteiras (Divulgação)

Com uma coleção exclusiva, criada a partir de pesquisas antropológicas e dos saberes dos povos nativos e dos que chegaram ao continente sul-americano, Ronaldo Fraga participa da BienalSur, em Buenos Aires. O desfile do estilista mineiro será em 2 de novembro, com 30 peças, e inclui o desafio feito a quatro jovens designers argentinos, que  transformarão um vestido branco de sua criação em “tela” artística, processo que será documentado ao vivo. Ele fará também duas palestras no evento, uma aberta ao público no Distrito Audiovisual e outra para profissionais no Centro Metropolitano de Desenho.

Essa coleção, um manifesto abordando a moda como meio de expressão de arte contemporânea, com criações contra a xenofobia, que valorizam as raízes dos imigrantes e povos originários da América do Sul, foi trnasformada na mostra Gênesis – Cultura sem Fronteiras. Desfile e abertura da exposição em 2 de novembro no Hotel dos Imigrantes de Buenos Aires, sede principal da BienalSur, local que concentra o maior número de atividades artísticas do evento, que acontece simultaneamente em 16 países, desde setembro.

Atletas, escritores, artistas plásticos e diversas personalidades da Argentina farão parte da performance criada por Ronaldo Fraga, que encontrou na BienalSur o marco ideal para expressar e reivindicar a riqueza cultural dos sul-americanos. Esse caldeirão de origens, em tempos de crescimento da xenofobia, do medo e da rejeição ao outro será traduzido no desfile e na exposição, que deve percorrer várias cidades.

A BienalSur, que acontece desde setembro, criou um novo universo cartográfico e rompeu as fronteiras através da arte, num diálogo cultural instantâneo entre a América do Sul e o resto do mundo. O ponto de partida – Km 0 – é Buenos Aires, Argentina; o mais distante, Tóquio, Km 18.370.  A conexão, que se dará até dezembro, data final das exposições, ocorre entre artistas, curadores e o público, que participa ao mesmo tempo de diferentes eventos em todas as 84 sedes da bienal.

Essa interatividade é possível graças à utilização de recursos virtuais como as Ventanas BienalSur, que oferecem aos visitantes de qualquer uma das mostras a possibilidade de ver o que está acontecendo em cada uma das outras exposições. A mesma ferramenta permite o diálogo ao vivo entre as pessoas que estejam em diferentes eventos da programação.

Primeira bienal internacional organizada por uma universidade pública, a Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), o multievento tem direção geral do reitor Aníbal Jozami, que pela primeira vez na história das bienais, coloca vários artistas e cidades do mundo em relação de igualdade. Multidisciplinar, destaca-se ainda pelo ineditismo de contar com diversos países promotores de uma mesma iniciativa e pelo protagonismo de 20 instituições universitárias que participam do projeto.

No Brasil, já estão em cartaz exposições no Memorial da América Latina, na capital paulista, no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (SP),  no Campus da Universidade Federal do Rio Grande Sul, em Porto Alegre. A Universidade Federal de Santa Maria (RS) recebeu Factors 4.0 – O Festival de Arte, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, exposições na Central do Brasil e na Fundação Getúlio Vargas serão inauguradas em novembro. Em paralelo, a arte de brasileiros como Eduardo Srur, Regina Silveira, Shirley Paes Leme, Ivan Grilo, Vik Muniz, José Bechara, Cildo Meireles, Hélio Oiticica e Anna Bella Geiger, entre outros, fazem parte desse intercâmbio cultural, com mostras na Argentina e no Peru.

A BienalSur tornou-se um evento mundial, além das fronteiras latino-americanas, que inclui Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile,  Peru, Equador e Colômbia. As mostras e performances também acontecem na Espanha, França, Japão e em Benin, no continente africano. Acesse: www.bienalsur.org/

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