Divando Joan Crawford, suas curvas, beleza e interpretações memoráveis

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Beth Barra

Lucille Fay LeSueur nasceu em 23 de março de 1905, no Texas; aos 40 anos, como   Joan Crawford, levou para casa o Oscar de Melhor Atriz por Almas em Suplício (Mildred Pierce, 1945, Michael Curtiz). A atriz do divando da semana do porAmaisB começou sua carreira como dançarina, adotando o nome de Billie Cassin, ao vencer um concurso,  iniciou uma maratona de apresentações em Chicago, Nova York e Detroit. Foi esse o caminho para tentar a sorte em Los Angeles e o passaporte que a tornou um ícone do cinema, ao qual ficou ligada até sua morte em 10 de maio de 1977.

Joan Crawford, estrela do cinema mudo, fez a migração para os filmes sonoros e inventou uma nova carreira na telona.  Reza a lenda, nunca admitiu ser coadjuvante. Olhos claros e sedutores, sobrancelhas divinamente arqueadas, pescoço longo, perfil irretocável e as necessárias curvas a conduziram ao status de deusa da telona. Uma das grandes estrelas da MGM na década de 30, em produções como Grande Hotel (Grand Hotel, 1932), Três Amores (Sadie McKee, 1934), Do Amor Ninguém Foge (Love on the Run, 1936) e Manequim (Mannequim, 1937), Joan Crawford. Em 1943,  fechou contrato com a Warner Bross.

No novo estúdio, protagonizou alguns dos mais importantes títulos de sua cinebiografia. Uma bela estampa, desenvoltura frente às câmeras e um talento que lhe rendeu três indicações ao Oscar – Almas em Suplício (Mildred Pierce, 1945), Fogueira de Paixões (Possessed, 1947) e Precipícios da Alma (Sudden Fear, 1952), um notável noir dirigido por David Miller, com uma trama de suspense,  e Jack Palance como marido e carrasco. Sem concorrer à estatueta, mas igualmente impactante, Daisy Kenyon, de 1948, pela Fox, tem direção de Otto Preminger e Henry Fonda como partner.

Em O Que Terá Acontecido a Baby Jane (What ever happened to Baby Jane?, 1962) trabalhou com Bette Davis, sua maior rival. O longa de Robert Aldrich, em preto e branco, ganhou o Oscar de Melhor Figurino, mas foram as interpretações memoráveis das atrizes que o tornaram  um clássico,  protagonizado por duas veteranas, pouco usual na Hollywood da época.

Exuberante dentro e fora das telas, Joan Crawford monopolizava os fãs com seus tailleurs delineando as formas, vestidos sensuais e decotes valorizando ombros e seios e o provocante salto alto. Sua persona, assim como outras divas do cinemão, inspirou designers como Jean Paul Gaultier, um apaixonado confesso pelas atrizes que brilharam na época de ouro de Hollywood.

Com 1,65m de altura, ela crescia na frente das câmeras e sua figura imponente enchia a tela. Joan Crawford remete a um tempo em que as atrizes tinham seu guarda-roupa, cabelo, make, andar e até o piscar dos olhos copiados por mulheres do mundo todo – quando grandes e belaz atrizes eram cultuadas sem selfies ou postagens no Instagram. Suas aparições eram um acontecimento e cada gesto em público uma exaltação à sensualidade. Divas como ela abusavam da sedução, mantendo um mistério sutil, com direito a alguns escândalos – quase discretos se comparados ao que se vê nas mídias sociais do século 21.

Joan Crawford FashionA  rival Davis maldosamente espalhava  que o apetite de Joan Crawford por sexo era insaciável.  A atriz casou-se quatro vezes. A última delas com o milionário Alfred Steele. Quatro anos depois estava viúva e era herdeira da Pepsi-Cola.

Não oficialmente, deixou os sets e  dedicou-se ao império dos refrigerantes. Dos quatro filhos adotados, deserdou dois em seu testamento – o que levou sua filha mais velha, Christina Crawford, a publicar após a morte da mãe o bombástico Mommie Dearest. Na biografia, ela descreve Joan como uma péssima mãe, alcoólatra e sem afeto pelos filhos. A obra, polêmica, rendeu  longa Mamãezinha Querida (de Frank Perry, 1981), com Faye Dunaway no papel de Crawford.

Registro Fashion – O romântico vestido branco, mangas em cascatas de babados, assinado por Gregory Adrian para Joan Crawford em Redimida (Letty Lynton, 1932) foi copiado à exaustão à época pelas redes de magazine norte-americanas. Em 2011, em sua coleção haute couture, o genial Giambatista Valli apresentou um modelo claramente inspirado no célebre dress.  (Imagens: reproduções dos estúdios e site doctor macro)

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Joan Crawford na telona
Joan Crawford na telona
Letty Lynton (Redimida, de Clarence Brown, 1932)
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