Divando Vivien Leigh, celebrizada como a Scarlett O’Hara, de E o Vento Levou

Divando: Vivien Leigh tinha um temperamento instável, mas deixou Londres e derrotou 1400 atrizes quando conseguiu o papel de Scarlett O’Hara (Foto: site doctormacro)

Beth Barra

Ela entrou para a história do cinema como Scarlett O’Hara, a protagonista de E o Vento Levou (Gone With the Wind, 1939). O filme de Victor Fleming levou oito Oscars, entre eles o de Melhor Atriz para Vivien Leigh e a tornou um dos grandes nomes de Hollywood nas décadas seguintes. Nascida em Darjeeling, Índia, em 5 de novembro de 1913, a bela do divando da semana do Por A mais B morreu em Londres, aos 53 anos, dia 8 de julho de 1967, vítima de uma tuberculose crônica. No círculo cinematográfico, era conhecida como uma pessoa de convivência difícil – e nunca foi confirmado se sofria de transtorno bipolar.

Sua vida de atriz começou na Inglaterra. Aos sete anos foi enviada pela mãe ao Convento do Sacré-Coeur de Jésus, em Roehampton, próximo a Londres. A família burguesa queria uma educação primorosa para a filha e ao terminar os estudos, em 1932, matricula-se na Royal Academy of Dramatic Art. O casamento com Herbert Leigh Holman, advogado, no mesmo ano, a afasta da academia, assim como a gravidez de Suzanne, sua única filha.

Três anos depois retoma os estudos de arte dramática, obtém um papel pequeno no filme  Things Are Looking Up e protagoniza uma peça . O sucesso foi suficiente para um contrato de cinco anos com Alexandre Korda, produtor cinematográfico e ela assume o nome artístico deVivien Leigh – sai de cena Vivian Mary Hartley.

Laurence Olivier entra pouco depois em sua vida. O maior ator britânico da época é seduzido pelo talento e pela beleza de Vivien. Em 1936, os dois atuam no filme Fogo sobre a Inglaterra e o romance entre eles começa. Apaixonado pelo teatro, Olivier encena com ela Hamlet. Logo depois, a atriz assume o relacionamento, abandona o marido e deixa a filha aos cuidados dele.

Vivien Leigh DetalheSua fama na Inglaterra, no teatro e no cinema, a leva para Hollywood, em 1939, para disputar o papel de Scarlett O’Hara, em E o Vento Levou (na foto, em cena com Clark Gable). Entre 1400 candidatas, Vivien Leigh consegue ser escolhida como protagonista, desbancando deusas do cinema como Joan Crawford e Bette Davis. Dois anos depois,  consegue se divorciar e casa-se com Olivier em 1940, em uma cerimônia íntima.

O casamento com o ator britânico é celebrado na Grã-Bretanha e os dois formam um dos casais mais queridos dos anos 40. O diagnóstico de tuberculose, em 1944, afasta Vivien do cinema por algum tempo, enquanto Laurence Olivier mantém sua carreira em ascensão. Mas ela ainda participa de outros importantes longas, entre eles, Anna Karenina (de Julien Duvivier, 1948) e Um Bonde Chamado Desejo, de 1951 – que lhe deu o segundo Oscar, atuando com Marlon Brando como a arrebatadora Blanche Dubois, sob direção de Elia Kazan.

Por causa da doença, passa longos períodos em tratamento e sua filmografia registra pouco mais de 20 títulos. Mesmo assim, a atriz, musa de Cecil Beaton, que a fotografou por anos, fez de Scarlett O’Hara um personagem célebre e inesquecível. O longa, adaptado do romance de Margaret Mitchell, foi uma das maiores bilheterias da história do cinema, mesmo com os conflitos nos bastidores envolvendo Vivien e Clark Gable, seu partner na história,  ambientada durante a Guerra Civil Americana. Em 1960, ela e Olivier se divorciam e o ex-marido assume o caso com a jovem atriz Joan Plowright.

 

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