Anthony Vacarello deixa Versus Versace e assume YSL no lugar de Hedi Slimane

Beth Barra

A Dior continua sem um diretor criativo para substituir Raf Simons, que deixou a grife em outubro de 2015. A Lanvin, que demitiu Albez Elbaz, após 14 anos na maison, anunciou no início de março a parisiense Bouchra Jarrar, 45 anos, como o novo nome da label, que pertence a empresária chinesa Shaw Lan Wang. Existe ainda o rumor da saída de Phoebo Philo da Céline. Agora, Hedi Slimane deixa a Yves Saint Laurent, anúncio oficial em 1º de abril, que assumiu em 2012, continuando a trabalhar nos Estados Unidos. Um reinado sempre polêmico, já que o designer, 47 anos, imprimiu seu estilo e revolucionou a marca com suas silhuetas alongadas e o clima rocker + californiano no prêt-à-porter – o último desfile foi em Los Angeles, e já tinha clima de despedida. Nessa segunda-feira, 4, Anthony Vacarello despediu-se da Versus Versace, segunda marca de Donatella, que assumiu em janeiro do ano passado.   E já foi confirmado como o novo estilista da YSL. Aos 34 anos, e uma carreira meteórica, o belga tem sua própria marca e desfila em Paris.

 

Anthony Vacarello, o belga talentoso, carreira meteórica

Dança anthony-vaccarello Post internoAos 34 anos, Anthony Vacarello, graduado na Cambre Mode di Bruxelles, em 2006, com seu talento alcançou rapidamente um lugar no disputado mundo internacional de criadores e marcas. Filho de pais italianos – ele já disse que suas criações mixam essas nacionalidades, entre a sensualidade e dolce vita e as formas clean, quase rígidas da escola belga. Por três anos trabalhou na Fendi com Karl Lagerfeld, o mais poderoso e emblemático designer europeu, contrato vitalício com a Chanel.

Em 2009, estreou no prêt-à-porter de Paris com sua marca própria: cortes limpos, transparências, tecidos nobres e misturas primorosas de chiffon de seda com sintéticos, além do jérsei. Essa primeira aparição encantou jornalistas especializados, formadores de opinião e uma legião de consumidoras com staff para usar suas criações. No último desfile parisiense, o preto dominou sua passarela, em looks ultrassensuais, fendas, transparências em contrastes com tecidos opacos, assimetrias, decotes e silhuetas próximas ao corpo. A expertise em alfaiataria, modelagens perfeitas e peças ora jovens e provocantes; ora também adequadas a ladys em clima contemporâneo.

Um cidadão do mundo que em suas criações se volta também para a cultura pop norte-americana, com referências dos anos 90 e inspirações que remetem a ícones de lifestyle, como a top inglesa Kate Moss. Sua saída da direção criativa da Versus Versace, aconteceu pouco mais de um ano após assumir a segunda marca de Donatella, em janeiro de 2015, e três dias após Hedi Slimane deixar a YSL. O designer já foi confirmado como o novo diretor criativo da maison da célebre maison. (Foto: Reprodução)

 

Por A mais B, YSL por Hedi Slimane: prêt-à-porter, Paris, fall 2016 (Fotos: reprodução)

 

O reinado de Hedi Slimane na YSL

Dança Hedi Post internoFrançois-Henri Pinault, 53 anos, CEO do conglomerado Kering (dono também da Gucci, Stella McCartney e Alexander McQueen) divulgou uma nota oficial agradecendo o trabalho do designer: “O que a Yves Saint Laurent alcançou nesses quatro anos representa um capítulo único na história dessa casa. Sou muito grato a ele a todo o time da YSL por ter criado o caminho que a casa acolheu com sucesso e que garante longevidade a essa marca icônica”.

A trajetória de Hedi Slimane na maison criada por Yves Saint Laurent, que morreu em 2008, começou causando reações de aplausos e também de repúdio – criações grunges, diversas demais da tradição sofisticada da maison. Mas o designer, também fotógrafo, que entre 1996 e 2000 foi diretor da linha home da grifem retornando em 2013, conseguiu seduzir as consumidoras om seu lifestyle jovem, sensual, mixando música e imagem em seu prêt-à-porter.

Os dress, jaquetas, ternos, calças, saias e capas da nova YSL se tornaram ícones, enquanto produzia as coleções de seu ateliê em Los Angeles, investindo no estilo indie e uma certa rebeldia de inspiração californiana. Outros nomes assumiram antes dele – Tom Ford (nunca aceito por Pierre Bergé, ex-companheiro de YSL) e o genial Stefano Pilati (que em fevereiro deixou a Zegna, man) entre eles. Com a saída do designer francês, uma nova era pode começar: a era Vacarello. Lembrando que o estilista belga assina criações também sexy e rocker para sua marca homônima. (Foto: Reprodução)

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Por A mais B, YSL por Hedi Slimane: prêt-à-porter, Paris, fall 2016 (Fotos: reprodução)