Tatiê Spalla, que tem Ruas no sobrenome, mixa arte + música em #DASRUAS

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Por A mais B, moda: “Criei a #DASRUAS para oferecer novidade aos antenados das cenas musicais e artística. Quero criar para quem tem estilo de vida despojado, livre e personalidade”, diz Tatiê Spalla

Méri Grossi (*)

Tatiê Reuter Ruas Spalla acaba de concluir o curso de Design de Moda. Não fez os períodos seguidos, precisou parar algumas vezes a faculdade por razões diversas, e não apenas financeiras. Fechou com brilhantismo sua graduação no final de 2016. O sketch de sua primeira coleção emocionou os professores, alunos e quem mais teve a chance de ver a apresentação na conclusão de curso.

A jovem estilista foi buscar em sua origem, na sua vivência complexa de classe média lutadora e na família as inspirações para a coleção, que ganhou na apresentação de formatura os aplausos da banca. Criou sua própria marca – #DASRUAS. “Sou urbana, sou Ruas de família”, afirma Tatiê.

dasruas_tatie_post2“Criei a #DASRUAS para oferecer novidade aos antenados das cenas musicais e artística. Quero criar para quem tem estilo de vida despojado, livre e personalidade”, diz. E ela conseguiu: as poucas peças estão sendo desejadas e admiradas.

Inspirada no livro de Nino Stutz, Marcelo Xavier e Mário Vale, a coleção ganhou o nome “A Família do Som” e um intertítulo: Músicas para vestir. Escrito para o 1º Seminário de Música Instrumental de Ouro Preto, a obra conta de uma forma lúdica a história dos instrumentos. Some-se a isso a memória da estilista, que trouxe as lembranças do ambiente musical em que sempre viveu, os sons que fazem nosso dia a dia na cidade e uma playlist eclética que também serviram de inspiração.

Guiada pelo ruído dos rasgos do tecido, de uma cuidadosa trilha sonora de pano de fundo, ela foi criando seus desenhos, escolhendo e fazendo a triagem dos materiais. Para Tatiê Ruas, moda, música e comportamento estão intrinsecamente ligados e com essa junção ela construiu a coleção A Família do Som.

Da cidade vieram as cores e nasceu uma paleta concisa de azul, preto, vermelho, branco, prata e marrom. “Me diverti com as cores, o azul é maestro, o preto é grave, o branco agudo, o prata é sustenido, o vermelho é pausa e o marrom é breve”, diz a jovem designer, que associou música, moda e as visadas da cidade.

As peças foram costuradas pelas tias Nina, Miló e Consu. As roupas falam, dialogam com o olhar: trazem franjas, tramas, recortes e materiais diversos encontrados com facilidade. O jeans, o algodão, o papel, o acetato, o coco e outros tantos se somam a imagens silkadas, pintadas, pichadas e feitas em stencil.

A força e o som de cada peça surge nos passos de quem veste um casaco, uma saia ou vestido. E se você olhar bem verá também a cidade em que vivemos. O belo ensaio com as primeiras peças da coleção revela sua criação conceitual e a alma urbana com locações no Viaduto da Floresta e na Praça da Estação. Os modelos Eduardo Castro, Sulamita Theodoro, Alexandre Massau foram clicados pela fotógrafa Beth Freitas.

 

meri_gross-Jornalista(*) A jornalista
Méri Grossi é
fundadora e sócia da
Scritto Comunicação,
pós graduada em moda,
gestão e marketing

 

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