Gal Gadot, ícone da telona

wonder_woman_gal_gadot_post1Por A mais B, Oh! Vivre: Gal Gadot como Diana Prince, a Wonder Woman, criada há 76 anos por William Marston, no longa dirigido por Patty Jenkins (DC/Warner)

wonder_woman_gal_gadot_post1aBeth Barra

Gal Gadot é o novo ícone da telona. Aos 32 anos, ela já tinha usado o uniforme da Mulher Maravilha e roubou a cena em Batman Vs Superman: A Origem Da Justiça, de Zack Snyder, de 2016. Com dez anos de carreira entre televisão e cinema – começou no seriado americano Bubot, cresceu e apareceu com as participações na franquia Velozes e Furiosos e sua estrela brilhou no longa dos heróis da DC. Com 1,78m, ex-recruta do exército de Israel por três anos, ex-miss e modelo, quando seu nome surgiu para encarnar a heroína pela primeira vez enfrentou críticas por ser muito magrinha. Mas sua estreia como Wonder Woman revelou uma mulher forte, determinada, feminina e cheia de graça, a perfeita representação da personagem criada em 1941 pelo desenhista William Marston. Agora, com os US$ 300 milhões de bilheteria mundial já arrecadados com o filme solo, a atriz, que anda cada vez mais linda nos red carptes, é a musa da vez. Não à toa! ( A atriz no tapete vermelho, sensual de vestido ou terno – reproduções).

Além do treinamento intenso para as muitas cenas de ação em Wonder Woman, Gal Gadot revela seu talento como atriz, dando à Diana Prince, o nome adotado pela heroína no mundo dos homens, humor e delicadeza, sensualidade e força. O personagem, criado há 76 anos, foi levado à telona pela primeira vez, e sua aura feminista foi reforçada pela diretora Patty Jenkins, que trabalhou com um orçamento de US$ 100 milhões, optou por uma narrativa leve, mas emocionante, mesmo nas paisagens devastadoras da Primeira Guerra Mundial (1915-1918) onde a trama é ambientada. Para conseguir esse efeito, o roteiro de Allan Heinberg cria uma aura de filme antigo das ruas da Londres do início do século 20 aos campos de batalha.

wonder_woman_gal_gadot_post2A bela atriz estabelece conexões emocionais com os outros personagens e o público, dando autenticidade à Mulher Maravilha, ao mesmo tempo ingênua e destemida. Quem assiste o filme sente esse fluxo de energia que vem da atuação de Gal Gadot e de como o elenco parece perfeito e integrado à trama. Wonder Woman está sendo chamado ‘história de origem’, já que apresenta a Mulher Maravilha em sua infância, como princesa das Amazonas. Longe do mundo, vivendo em Themyscira, ilha paradisíaca criada por Zeus, protegida pela mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen), e ainda menina sendo treinada pela tia Antíope – Robin Wright em pequena e marcante participação. Essa primeira parte traz informações sobre a pequena Diana e a descoberta de sua missão: proteger os humanos e lutar pela paz. Anos depois, quando o avião do espião inglês Steve Trevor (Chris Pine) cai no mar e ele é salvo pela guerreira, começa a verdadeira aventura; o filme ganha outro ritmo, sempre com uma fotografia belíssima, assim como a reconstituição de época. (Nas imagens,  Gal Gadot com Chris Pine, o espião Stever Trevor e uma das últimas cenas do filme, a festa da vitória contra os alemães).

Na Londres da Primeira Guerra mundial, Diana mostra a Trevor que, mesmo criada em um paraíso, com uma pureza e perplexidade apaixonantes diante do mundo dos homens, é uma mulher destemida. A heroína dos quadrinhos da DC já nasceu feminista, essa foi sua força desde a criação, inspirada, inclusive, pelos movimentos em defesa da mulher, da equidade de gênero e direitos políticos. Nada mais natural que em sua estreia na telona  Wonder Woman traga o histórico da personagem para o público. Mas a diretora Patty Jenkins o faz com a tal leveza que anda encantando o público em cenas rápidas e bem humoradas, como o espanto da princesa ao experimentar roupas em uma loja de departamentos. “Como uma mulher pode lutar com isso?”, pergunta à Etta Candy (Lucy Davis), personagem originária dos quadrinhos.

Outra delícia do filme é o foco feminista, que poderia ter um apelo comercial em tempos de empoderamento da mulher, mas foge de clichês – ela diverte-se com o preconceito, e sem discursos, já que como amazona os ignora. Diana Prince inicialmente é confrontada pelos amigos de Trevor – um trio excepcional formado pelo árabe Sameer, o escocês Charlie e o nativo-americano Chefe. Personagens que ao longo dessa primeira jornada fazem parte da formação da heroína e de seu amadurecimento, assim como a breve e intensa história de amor com o espião inglês.

Ao sair do cinema, mesmo com as cenas exageradas do enfrentamento entre Diana e Ares, o deus da guerra, personagem, esse sim caricato e mal construído, nos sentimos um pouco ‘mulher maravilha’. Esse o efeito do personagem no imaginário feminino – somos poderosas, persistentes, resistentes não por guardar a beleza da heroína, mas pela luta cotidiana, pela crença na liberdade e por nossa humanidade e imperfeições. A lição aprendida pela Wonder Woman pertence a todas nós.

wonder_woman_gal_gadot_post3Por A mais B, Oh! Vivre: Cenas de Woman Wonder (Mulher Maravilha) e o figurino de Lindy Hemming para o longa, que reforça a natureza determinada da heroína, a princesa das amazonas que luta pela paz no mundo dos homens (DC/Warner)

O figurino assinado por Lindy Hemming para Mulher Maravilha é outro destaque. Esqueça as roupas ultracoloridas da série de TV dos anos 70. A Woman Wonder do cinema usa roupas inspiradas nos quadrinhos, mas elas simbolizam uma mulher forte, sensual e com habilidades em artes marciais, revelando as pernas longas de Diana, empoderada pelas botas com salto. Sem capinhas voadoras, mas em tons metálicos e detalhes como a tiara de princesa. Em Londres, antes da compra de roupa, ela usa um sobretudo preto e longo sobre o traje; depois surge com um visual sufragista ao sair da loja, enquanto os outros atores ‘humanos’ da trama, ganharam trajes que trazem o tempo da guerra e da escassez, mesmo o belo Trevor usa capotes envelhecidos quando iniciam a jornada ao front.

wonder_woman_valentino_post6No início de 2016, a participação da Mulher Maravilha em Batman Vs Superman: A Origem Da Justiça, inspirou Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, então dupla da grife italiana, a criar uma coleção cápsula batizada Wonder Woman. Vestidos diáfanos, jaquetas, jeans, tênis, bolsas e sapatos trabalhados com estrelas; ora bordadas; ora em spikes nos itens. (Nas imagens, peças da collection lançada ano passado – reproduções)

Com o lançamento do longa no Brasil, a Mattel trouxe vários modelos de doll com a heroína usando os trajes do filme e também o vestido longo azul, remetendo às gregas da antiguidade, em que Diana surge na festa em que tenta encontrar o deus da guerra.

As dolls têm articulação nos joelhos e pulsos e a Mattel lançou uma versão especial de 30 centímetros de Diana, acompanhada de seu cavalo da ilha e os acessórios de guerreira. A rainha Hipólita, mãe da personagem, também ganhou uma boneca exclusiva – todas já estão disponíveis, com preços a partir de  R$ 199,99 cada uma.

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wonder_woman_gal_gadot_post5aPor A mais B, Oh! Vivre: Diana Prince, a Mulher Maravilha e a rainha Hippolyta, sua mãe, nas dolls lançadas pela Mattel (Divulgação)

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